TEXTO PRODUZIDO NA E.E.E.F. DR. MÁRIO VIEIRA MARQUES - CIEP É SELECIONADO PARA PARTICIPAR DA ETAPA ESTADUAL DA 3ª EDIÇÃO DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA "ESCREVENDO O FUTURO".
A crônica intitulada "Na cadência do meu chão", de autoria de BRUNA RENATA FERREIRA SANTIS, aluna da 8 ª série do CIEP de São Luiz Gonzaga/RS, foi selecionada para participar da etapa estadual da 3ª EDIÇÃO DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA "ESCREVENDO O FUTURO".
Confira, abaixo, o texto selecionado:
Confira, abaixo, o texto selecionado:
Na cadência do meu chão
O
município onde vivo chama-se São Luiz Gonzaga e fica localizado na Região das
Missões, no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Sei que muitas pessoas não
o conhecem, mas, mesmo assim, costumam julgar o local sem, ao menos, visitá-lo.
Como em qualquer cidade do interior, a comunidade diariamente tem de enfrentar
problemas, porém, não é só de obstáculos que vive a pequena população
são-luizense.
Conhecida
como berço de muitos artistas nativistas, dentre pajadores, músicos e artesãos,
e prestes a se tornar oficialmente a Capital Estadual da Música Missioneira, a
cidade parece mesmo ter o dom de despertar novos talentos. E foi nesse pedaço
de chão, mais exatamente dentro de minha própria casa, que aprendi a fazer o
que mais gosto: tocar bateria.
Meu
interesse pelo instrumento começou ainda na infância, quando eu passava horas
assistindo ao meu irmão mais velho ensaiar. E, por incrível que pareça, foi assim
que aprendi a tocar bateria, apenas observando e me deixando levar pela cadenciada
sonoridade que resultava do contato das baquetas com os pratos, a caixa, o
bumbo, o surdo e o chimbal.
Dentro
desse mundo tão vasto, o lugar onde vivo é bem pequeno, mas, para mim, grande
não é só o mundo, afinal existem coisas muito maiores e mais importantes do que
a localização e a extensão territorial de um município, como a confiança, o
carisma, a amizade e o amor que sentimos pelas pessoas de quem gostamos e com
quem convivemos diariamente. Eu, por exemplo, me sinto feliz quando estou ao
lado dos meus amigos da E.E.E.F. Dr. Mário Vieira Marques – CIEP. Por falar na
minha escola, é impossível não tocar num ponto que me incomoda bastante e que
poderia perfeitamente ser tema de outra crônica: a sua má fama ou, como diria
minha professora de Língua Portuguesa, seu estigma.
A
realidade é que as pessoas também têm o costume de falar muito mal do CIEP,
fazem piadinhas, debocham e saem por aí dizendo que é o colégio mais pobre da
cidade e que lá só existem marginais. Mas isso não é verdade e, sempre que ouço
esse tipo de ofensa, fico furiosa e entristecida. Afinal, os alunos estão ali
para aprender como em qualquer outra escola. A diferença é que lá, no CIEP,
ninguém é melhor que ninguém porque sempre nos ensinaram que todo ser humano é
igual e deve ser respeitado, não importando se é alto ou baixo; gordo ou magro;
branco, preto ou amarelo; pobre ou rico; tímido ou extrovertido; engraçado ou
sem graça. Foi lá também que aprendi que nós sempre vamos ter valor e é por
isso que devemos a nossa escola sempre valorizar.
ALUNA: BRUNA RENATA
FERREIRA SANTIS (8ª SÉRIE)
PROFESSORA: LUCIANA
NASCIMENTO CRESPO DUTRA
ESCOLA: E.E.E.F. DR. MÁRIO VIEIRA MARQUES – CIEP

Parabéns à Bruna Renata Ferreira Santis e a todas as alunas da 8ª série do CIEP, que superaram o medo de escrever e produziram belíssimas crônicas sobre o lugar onde vivem. Mais do que ninguém, sei que, para elas, foi um processo de reflexão e escrita trabalhoso e cansativo, mas também muito gratificante e revelador. Valeu a pena, gurias!
ResponderExcluirUm forte abraço!
Profª. Luciana Crespo Dutra
As alunas da escola CIEP, sem dúvida estaão de parabéns em especial a Bruna Renata, estou torcendo mto por ti.Um abraço carinhoso prafª Denise Nunes De Campos Do Nascimento
ResponderExcluirQue legal, gostei muito de saber a història desta menina, parabéns Bruna, eu também gosto muito da escola CIEP! Professora Eulália Ferreira da Rocha
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